Home

/

Notícias

/

Burburinho

/

MP Eleitoral investiga Rico Melquíades por possível coação eleitoral contra funcionárias

MP Eleitoral investiga Rico Melquíades por possível coação eleitoral contra funcionárias

Por Redação

14/09/2026 às 17:00

Imagem de MP Eleitoral investiga Rico Melquíades por possível coação eleitoral contra funcionárias

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) em Alagoas instaurou, nesta segunda-feira (14), um procedimento para investigar uma possível coação eleitoral atribuída ao influenciador Rico Melquíades. O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo em que o empresário aparece questionando funcionárias sobre suas posições políticas e afirma que demitiria uma delas por ser petista.

Segundo o MP, a investigação ainda está em fase inicial. O órgão informou também que pretende encaminhar o caso à Polícia Federal (PF) para apuração na esfera criminal, diante de uma possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral, que considera crime o uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.

Vídeo publicado nas redes sociais

No último sábado (12), Rico publicou um vídeo em que aparece conversando com funcionárias e perguntando quem seria responsável pelo pagamento dos salários delas. Na sequência, o influenciador questiona uma delas sobre sua posição política e afirma que não queria pessoas petistas trabalhando em sua casa.

“Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse Rico no vídeo.

Manuela responde aos questionamentos apenas com um “aham”. Outra funcionária, que não teve o nome divulgado, afirma que era petista, mas que teria desistido de apoiar candidatos da legenda por causa do trabalho.

MP considera conduta ilícita

Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a situação retratada no vídeo configura uma conduta ilícita e não pode ser considerada aceitável dentro de uma relação de trabalho.

O MP Eleitoral informou ainda que levará o caso à Justiça Eleitoral. Segundo o procurador, a alegação de que a situação poderia ser apenas uma brincadeira não afasta a gravidade do episódio, principalmente diante da relação de poder existente entre empregador e funcionário.

“Não se trata de brincadeira quando existe uma relação de poder e se coloca o emprego de uma pessoa em jogo por causa de sua posição política. A liberdade do voto precisa ser respeitada integralmente, sobretudo quando de um lado está quem paga o salário e, do outro, trabalhadores submetidos a essa relação de dependência”, afirmou Marcial Duarte Coêlho.

A investigação seguirá para apurar as circunstâncias do episódio e verificar se houve, de fato, prática de crime eleitoral. Até o momento, o procedimento está em estágio inicial.

As informações dão do G1.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.