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Após seis anos internada, paciente celebra aniversário com Timbalada no HCRSF
Após seis anos internada, paciente celebra aniversário com Timbalada no HCRSF
Por Redação
24/09/2026 às 10:00

Foto: Divulgação_Assessoria HCRSF
Durante anos, o cotidiano da professora Cláudia Elizabeth, de 56 anos, esteve praticamente limitado ao leito hospitalar. Com doença renal crônica e necessidade de hemodiálise, obesidade grave e importante limitação funcional, ela permaneceu internada por seis anos. Nas últimas semanas, porém, experiências aparentemente simples voltaram a fazer parte de sua rotina: sentir o sol, circular por um jardim, tomar banho de chuveiro, ouvir música e estar cercada pelas pessoas que ama.
Há cerca de duas semanas, Cláudia chegou ao Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), no Horto Florestal, em Salvador, para uma nova etapa de cuidado de transição e reabilitação. Desde então, passou a sair do quarto, circular por diferentes ambientes do hospital e participar de um plano terapêutico voltado à recuperação funcional e à retomada progressiva da autonomia.
Na tarde desta quarta-feira (22), uma dessas experiências ganhou significado especial. Durante um passeio pelo bosque do hospital, onde conhecia a Via Sacra existente na instituição, Cláudia foi surpreendida por familiares, amigos e profissionais da equipe com uma comemoração de aniversário. A surpresa ganhou ainda mais emoção com a chegada do cantor Buja, da Timbalada, sua banda favorita.
A ação contou especialmente com a participação da irmã da paciente, Adriana, e teve também a presença de Larissa Guerra, coordenadora-executiva do Planserv, plano de saúde do qual Cláudia é beneficiária.
“Eu nunca imaginei vivenciar isso, não sei como meu coração aguenta tanta emoção. Quase todas as pessoas que eu amo estão aqui comigo. Esse choro é de alegria profunda. Ainda tendo o Buja cantando para mim, é um sonho que se realizou e um incentivo para que eu possa me recuperar e sair daqui plena, com fé em Deus”, contou Cláudia.
Há cerca de duas semanas, Cláudia chegou ao Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), no Horto Florestal, em Salvador, para uma nova etapa de cuidado de transição e reabilitação. Desde então, passou a sair do quarto, circular por diferentes ambientes do hospital e participar de um plano terapêutico voltado à recuperação funcional e à retomada progressiva da autonomia.
Na tarde desta quarta-feira (22), uma dessas experiências ganhou significado especial. Durante um passeio pelo bosque do hospital, onde conhecia a Via Sacra existente na instituição, Cláudia foi surpreendida por familiares, amigos e profissionais da equipe com uma comemoração de aniversário. A surpresa ganhou ainda mais emoção com a chegada do cantor Buja, da Timbalada, sua banda favorita.
A ação contou especialmente com a participação da irmã da paciente, Adriana, e teve também a presença de Larissa Guerra, coordenadora-executiva do Planserv, plano de saúde do qual Cláudia é beneficiária.
“Eu nunca imaginei vivenciar isso, não sei como meu coração aguenta tanta emoção. Quase todas as pessoas que eu amo estão aqui comigo. Esse choro é de alegria profunda. Ainda tendo o Buja cantando para mim, é um sonho que se realizou e um incentivo para que eu possa me recuperar e sair daqui plena, com fé em Deus”, contou Cláudia.
Divulgação Assessoria Hcrsf
Música, convivência e reabilitação
A longa permanência hospitalar não apagou a paixão de Cláudia pela Timbalada. Ao lado de Buja, ela cantou músicas como “Beija-Flor”, “Margarida Perfumada” e “Minha História”, transformando a tarde em um encontro de música, afeto e convivência.
O cantor, que realiza visitas a hospitais da Bahia como forma de promover acolhimento e humanização, também se emocionou com o encontro.
“Nesses três anos de projeto, eu nunca passei por um momento assim. É especial e, ao mesmo tempo, um aprendizado para a vida. Ela esteve junto comigo, cantou todas com tanta felicidade, e isso mostra que a Timbalada tem que estar perto do povo. É mais uma história de vida que nos enche de esperança e enche meu coração”, afirmou Buja.
A música também integra a rotina de Cláudia no HCRSF. Ao final do dia, ela acompanhou, ao lado de familiares e amigos, a apresentação de piano realizada diariamente às 17h, com repertório escolhido pela própria paciente.
Reabilitação para além do leito
No HCRSF, espaços de convivência, contato com a natureza, circulação e atividades terapêuticas são incorporados à rotina assistencial como estímulos à mobilidade, à interação e à autonomia. No caso de Cláudia, o plano terapêutico reúne psicologia, nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia e fonoaudiologia, além da assistência médica e de enfermagem necessária ao seu quadro.
Para o diretor-presidente do HCRSF, Dr. Fábio Vilas-Boas, a evolução observada desde a chegada da paciente ilustra a importância de associar assistência clínica, reabilitação e um ambiente que estimule a participação ativa do paciente.
“Em poucas semanas, Cláudia já apresenta avanços que antes pareciam distantes: está conseguindo ficar em pé, participa ativamente das terapias, voltou a interagir e demonstra uma enorme vontade de recuperar sua autonomia. Nosso objetivo é ajudá-la a alcançar o máximo possível de independência e, quando houver condições clínicas e funcionais, retornar ao convívio familiar e social”, afirma Vilas-Boas.
A expectativa é que, com a continuidade do programa de reabilitação, Cláudia avance progressivamente em direção a maior autonomia. A evolução será acompanhada pela equipe multiprofissional, com metas definidas de acordo com sua condição clínica e funcional.
A proposta do Hospital Casa de Retiro São Francisco é integrar tratamento, reabilitação, convivência e cuidado individualizado. Em vez de limitar a experiência hospitalar ao leito e aos procedimentos clínicos, o modelo busca criar condições para que cada paciente participe ativamente do próprio processo de recuperação, dentro de suas possibilidades.
Há poucas semanas, um dos desafios de Cláudia era voltar a sair do leito. Agora, ela fala em recuperar-se e voltar para casa. Entre uma conquista e outra, o tratamento continua — mas sua rotina já deixou de acontecer apenas dentro de um quarto de hospital.
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