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Curta! marca presença no Festival In-Edit com quatro produções originais
Curta! marca presença no Festival In-Edit com quatro produções originais
Por Redação
19/06/2026 às 13:30

Foto: Divulgação/Curta!
Quatro filmes do Curta! estão na competição da 18ª edição do In-Edit Brasil — Festival Internacional do Documentário Musical, que começou no último dia 17, em São Paulo e segue até 28 de junho. As produções foram viabilizadas pelo canal através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e estão entre as 38 obras da seção Panorama Brasileiro. Após a participação no festival, três dos filmes estreiam com exclusividade no Curta! já no segundo semestre e o quarto está previsto para 2027.
Na Mostra Competição Nacional estão “Ninguém Pode Provar Nada”, de Rodrigo Pinto, e “Massa Funkeira”, de Ana Rieper. “A Noite de Alaíde”, de Liliane Mutti, representa o canal na Mostra Especiais Brasil; enquanto “Canecão – Tantas Emoções”, de Bruno Levinson, está na Mostra Brasil. Enquanto os três primeiros estreiam em setembro, outubro e novembro, respectivamente, o documentário “Canecão – Tantas Emoções” chega ao canal em 2027.
Em “Massa Funkeira”, a diretora Ana Rieper (vencedora da edição 2012 do In-Edit Brasil, com “Vou Rifar Meu Coração”), aborda o funk carioca a partir do ponto de vista do sexo. Sem moralismo e preconceitos, o filme debate como corpo, dança, batidas e letras expressam vivências e a cultura urbana das periferias da cidade. O filme será exibido no sábado, dia 20, às 16h, na Cinemateca Brasileira, com a diretora; na quinta-feira, dia 25, às 16h, no SPCINE Olido; e no sábado, 27, às 17h, no CCSP Paulo Emílio.
“Ninguém Pode Provar Nada”, de Rodrigo Pinto, apresenta as aventuras e histórias inusitadas do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, o “Exagerado Número 1”, com um material que une entrevistas inéditas e precioso material de arquivo. As exibições serão no domingo, dia 21, às 15h, na Cinemateca Brasileira, com a presença do diretor e da equipe; no sábado, 27, às 18h, no CineSESC; e no domingo, 28, às 19h30, no CCSP Paulo Emílio.
Bruno Levinson conta em “Canecão – Tantas Emoções” a história de um dos principais palcos do Brasil, a partir de depoimentos inéditos e imagens de arquivo, que refazem a trajetória de um espaço marcante para a cultura carioca e brasileira. O documentário será exibido na terça-feira, 23, às 15h, no CineSESC; e no sábado, 27, às 15h, na Cinemateca.
E “A Noite de Alaíde”, um dos cinco filmes selecionados para a Mostra Especiais Brasil, resgata a carreira de um dos principais nomes da primeira geração da Bossa Nova. Liliane Mutti acompanha a artista aos 90 anos para revelar a força da única voz negra do movimento. O filme terá sessões no sábado, 20, às 18h, no CineSesc; e na terça-feira, 23, às 19h, na Casa de Francisca. Ambas as exibições terão a presença de Alaide Costa, que se apresenta no dia 20.
Confira as sinopses dos filmes:
“Massa Funkeira”, de Ana Rieper (2025)
Ana Rieper (vencedora da edição 2012 do In- Edit Brasil com “Vou Rifar Meu Coração”) leva suas câmeras para o universo do funk carioca, tendo como ponto de partida o sexo. Sem moralismos, o filme revela como, através do corpo, da dança, das letras e vivências de seus artistas, o funk expressa resistência, desejo, prazer e afirmação pessoal, tornando- se força vital e cultural da periferia brasileira.
“Ninguém Pode Provar Nada”, de Rodrigo Pinto (2025)
As aventuras quase inacreditáveis do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves,
o “Exagerado Número 1”. Apoiando-se em mais de sessenta horas de entrevistas inéditas e precioso material de arquivo, o filme acompanha sua trajetória, que inclui excessos, lorotas, verdades afiadas e encontros definitivos para a música brasileira, como aqueles com o Made in Brazil, Barão Vermelho e Cazuza.
“Canecão - Tantas Emoções”, de Bruno Levinson (2026)
Inaugurado no fim dos anos 1960, o Canecão foi um dos palcos míticos do país, onde grandes nomes da música brasileira realizaram shows históricos. A partir de depoimentos inéditos e imagens de arquivo, o diretor Bruno Levinson reúne artistas, funcionários e jornalistas para reconstruir a memória viva de um espaço que marcou profundamente a cultura brasileira. Como diria o rei Roberto: “são tantas emoções, bicho!”.
“A Noite de Alaíde”, Liliane Mutti (2025)
Nascida no subúrbio carioca, Alaíde Costa foi um dos principais nomes da primeira geração da Bossa Nova. Única voz negra do movimento, no entanto, ela foi ignorada pelas grandes gravadoras e, assim como Johnny Alf, outro pioneiro negro, foi impedida de participar da apresentação feita no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962. Agora, aos 90 anos, ela volta aos Estados Unidos, em busca de um lugar que sempre foi seu por direito.
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