
Quantos amores se tem em uma vida? Para Jhimmy Feiches, a resposta não é simples e talvez nem precise ser. Entre encontros, despedidas e recomeços, o cantor amapaense transforma a sua visão sobre o amor no álbum “Bonito na Vida é Se Apaixonar”.
Ao longo de sete faixas, são mostradas diferentes paixões, reveladas em suas complexidades, leveza e intensidade. A última parte do projeto (que foi lançado em blocos desde dezembro) chega nesta sexta-feira, 23, às 11h (horário de Brasília), com três músicas inéditas.
Com sonoridade pop experimental e amazônica, o terceiro álbum do artista reforça a ideia central de que, mesmo entre incertezas, idas e despedidas, se apaixonar continua sendo parte essencial da vida. No disco, a natureza aparece de forma simbólica, ajudando a traduzir os ciclos emocionais que atravessam essas experiências.
“Esse álbum é diferente de tudo que já fiz. Ele nasceu do encerramento de ciclos e do desconforto de não saber para onde seguir. A partir desse lugar, comecei a refletir sobre o ponto inicial, aquele em que a vida volta a ter brilho que é quando nos apaixonamos. Se apaixonar é voltar a viver sem precisar pensar demais. No fim, esse disco fala, principalmente, sobre o sentimento que vivi ao encontrar as pessoas da minha vida”, comenta Jhimmy.
O projeto foi apresentado em duas partes: a primeira chegou ao público no fim de dezembro de 2025, enquanto a segunda foi lançada no início de janeiro do ano seguinte.
“Essa é a primeira vez que estive rodeado de tanta gente trabalhando junto, compondo junto, produzindo junto um álbum tão diferente da música tradicional amapaense… Um desafio prazeroso executar um projeto sob o olhar e colaboração de pessoas tão diferentes, mas igualmente apaixonadas por música”, afirma Jhimmy Feiches.

ODE ÀS MÚLTIPLAS FACES DO AMOR
As novas faixas “Bonito na Vida é Se Apaixonar”, “Duas Rodas” e “Me Engana”, que serão lançadas nesta sexta-feira, às 11h, dão o tom da ode às múltiplas faces do amor proposta por Jhimmy. O álbum se abre com um olhar sensual e descomplicado sobre os encontros casuais:
“Me Engana” fala sobre viver o agora, sem pressão e sem drama, enquanto “Só Nós Dois” surge como um convite à entrega total ao momento e ao sentimento, criando um refúgio a dois.
Uma das paixões mais importantes para Jhimmy é o amor por si mesmo. Em “Date N1”, o artista aborda o desapego do passado e a reconexão consigo, onde o desejo existe, mas o foco está em se sentir inteiro, confortável na própria pele e aberto para o novo.
Já em “Controlar” e na faixa-título “Bonito na Vida é Se Apaixonar”, o amor aparece de forma arrebatadora. O sentimento se revela como uma força intensa e quase incontrolável, capaz de mudar caminhos, destinos e o senso de pertencimento a partir da presença do outro. Verdadeiras manifestações do propósito do álbum, as músicas celebram a escolha de viver o presente e reconhecer a beleza de se permitir amar e ser amado.
O disco também narra o amor que transforma a maneira de enxergar a vida. Em “Duas Rodas”, Jhimmy retrata como a presença do outro pode ressignificar o tempo, o espaço e os sentimentos, enquanto em “Pro Mundo Ouvir” esse amor se expande como uma força criadora, e capaz de tocar além do espaço a dois.
“Quero que as pessoas escutem esse álbum e se sintam mais confortáveis com a ideia de recomeçar, entendendo que todo fim também pode ser um ponto de partida”, reflete.
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