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Salvador recebe mostra ‘Um Espelho para Iemanjá’, com 18 obras espalhadas pelo Rio Vermelho e Centro Histórico
Salvador recebe mostra ‘Um Espelho para Iemanjá’, com 18 obras espalhadas pelo Rio Vermelho e Centro Histórico
Por Redação
26/01/2026 às 09:45

Os tributos à rainha do mar vão tomar conta das águas e das ruas do Rio Vermelho, no mês de fevereiro! Durante o tradicional 2 de fevereiro, o ME Ateliê da Fotografia dá boas-vindas à exposição “Um Espelho para Iemanjá”, que reúne 18 obras para visitação gratuita, no pátio externo da Casa de Yemanjá. Após os festejos, a mostra itinerante seguirá em cartaz no Restaurante ‘La Lupa’ – Centro Histórico.
Quem for curtir a celebração, poderá aproveitar a segunda-feira de festas, a partir das 8h, para se conectar com as obras e o sagrado. As homenagens à Orixá marcam a 5ª edição do projeto ‘Um Tributo à Iemanjá’, idealizado pelo fotógrafo e curador da mostra Mário Edson.
Neste ano, a exposição itinerante realiza seu trajeto pelo Rio Vermelho (apenas no dia ‘2 de fevereiro’) e retorna ao Centro Histórico de Salvador, no Restaurante La Lupa – Rua Direita de Santo Antônio, 491, Santo Antônio Além do Carmo – em que estão abrigadas às artes originais.
À fim de inaugurar a exposição em grande estilo, uma vernissage está prevista para o dia 30 de janeiro, sexta-feira, no ‘La Lupa’, reunindo artistas, personalidades da cena baiana e fotógrafos convidados, a partir das 17h30. O evento será gratuito e aberto ao público. Ao longo do mês, a exposição funcionará de terça a domingo, das 12h às 22h.
O Dia de Iemanjá, procissão que completa ‘104 anos’ em Salvador, será marcado pelo encontro entre a arte e o sagrado, através de 18 artistas convidados da mostra. A proposta deste ano, segundo Mário Edson, é compor obras que contenham ou utilizem o ‘espelho’ em tributo a Iemanjá, podendo ser feitas através de fotografias, pinturas, desenhos, objetos adornados, instalações ou expressões artísticas.
Claudio Das Virgens
“O espelho, aqui, não é apenas superfície reflexiva: é portal, oferenda e rito. Ele devolve o olhar, convoca a introspecção e multiplica imagens, tal como o mar de Iemanjá, que reflete o céu, guarda memórias e acolhe destinos. Ao se ver refletido, o público é convidado a participar da obra, tornando-se parte do fluxo entre o visível e o invisível, entre o humano e o divino. Iemanjá, senhora das águas salgadas, mãe e guardiã dos afetos, inspira criações que dialogam com feminilidade, proteção, fertilidade, cuidado e transformação”, explica Mário.
Para o curador da mostra, cada obra apresenta uma reverência singular, revelando interpretações poéticas, simbólicas e sensoriais que ecoam a força e a delicadeza da ‘Rainha do Mar’. Essa travessia sensível, segundo Mário, é possível graças às obras representadas na mostra e aos detalhes empregados por cada artista.
Entre os nomes que integram a nova edição do projeto, estão: Alysson Costa; Ana Kruschewsky; Claudio das Virgens; Ila Frida; Izabel Andion; Jacy Gordinho; Juray Castro; Lu Peixoto; Mário Edson; Pablo Araújo; Patricia Dieder Dalmas; Reinaldo Giarola; Rejane Alice; Rita Pinheiro; Rodrigo Nery; Silvana Lima; Suyanne Andrade e Wagner Lacerda.
Unindo fé, tradição e artes plásticas, a popular mostra do “2 de Fevereiro” acontece há cinco anos na capital baiana. Na penúltima edição, o ME Ateliê da Fotografia trouxe ‘Um Balaio para Iemanjá’ (2025), se reinventando à cada ano para celebrar a força da divindade.
“A exposição é um convite ao reconhecimento: reconhecer-se no outro, na natureza, ancestralidade e na própria imagem refletida. É um gesto de escuta e respeito às matrizes culturais afro-brasileiras, afirmando a arte como espaço de memória, espiritualidade e resistência. Ao atravessar esta exposição, que o visitante permita-se refletir, oferecer e receber — como quem se aproxima do mar com um espelho nas mãos e o coração aberto às ondas”, conclui Mário Edson.
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