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Trupe Benkady celebra 15 anos com circulação gratuita do espetáculo "Sons d'Oeste" em São Paulo

Trupe Benkady celebra 15 anos com circulação gratuita do espetáculo "Sons d'Oeste" em São Paulo

Por Redação

20/07/2026 às 15:30

Imagem de Trupe Benkady celebra 15 anos com circulação gratuita do espetáculo "Sons d'Oeste" em São Paulo

Foto: Trupe Benkady

Celebrando 15 anos de trajetória dedicados à pesquisa, criação e difusão das danças de matriz africana, a Trupe Benkady realiza, entre julho e agosto, a circulação gratuita do espetáculo Sons d'Oeste em espaços culturais públicos de São Paulo. Integrando o projeto "Trupe Benkady – 15 anos", contemplado pela 38ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, a iniciativa reafirma o compromisso do coletivo com a valorização das culturas negras, a formação de público e a democratização do acesso à arte.

A circulação de Sons d'Oeste teve início com apresentações na Casa de Cultura Hip Hop Leste e na Casa de Cultura de Guaianases. Agora, o espetáculo segue para a Casa de Cultura Casarão da Vila Guilherme, Casa de Cultura Freguesia do Ó, Casa de Cultura do Ipiranga – Chico Science e Casa de Cultura do Butantã. Com classificação livre e duração de 50 minutos, a montagem apresenta ao público a investigação desenvolvida pela Trupe Benkady sobre as danças e musicalidades de matriz africana.

Sons d'Oeste é inspirado no legado dos mestres das danças africanas Moustapha Bangoura e Youssouf Kombassa, referências para o percurso de criação desenvolvido pela artista da dança e diretora Flávia Mazal durante intercâmbios culturais realizados na África e na Colômbia. O espetáculo convida o público a uma experiência que aproxima passado e presente por meio da música e da dança tradicional da África Ocidental. Em cena, ritmos ancestrais dialogam com o tempo presente, reunindo instrumentos tradicionais de percussão, movimentos ritualísticos e cantos inspirados na cultura mandingue, especialmente das etnias Malinké, Baga e Sussu, da região da Guiné Conacri, reconhecida internacionalmente por seus balés tradicionais.

O espetáculo explora timbres da natureza e estabelece um diálogo entre diferentes sonoridades e corporalidades, revelando como práticas culturais milenares permanecem vivas e encontram novas formas de existir na atualidade. Ao mesmo tempo, evidencia aproximações entre manifestações da Guiné e expressões culturais brasileiras, ressaltando vínculos históricos construídos ao longo da diáspora africana.

Inspirada nos rituais cerimoniais dos povos guineenses, a obra percorre diferentes momentos da vida comunitária, como batismos, iniciações, casamentos, trabalho no campo e ritos de passagem. Nessas tradições, música e dança constituem formas de organização social, transmissão de conhecimento e fortalecimento dos laços coletivos.

Em cena, corpo, música e memória se entrelaçam para conduzir o público por uma experiência sensorial que desperta reconhecimento, encantamento e reflexão sobre a permanência dos saberes ancestrais e sua presença nas culturas contemporâneas.

A linguagem cênica articula referências das danças tradicionais africanas e elementos da cena contemporânea, criando uma dramaturgia conduzida pela musicalidade ao vivo, pela corporeidade ritualística e por imagens que transitam entre o poético, o sagrado e o político.

A trilha é executada integralmente ao vivo com instrumentos tradicionais africanos confeccionados artesanalmente por Luiz Poeira, do Instituto Tambor, seguindo técnicas de produção utilizadas em seus países de origem. As canções apresentam releituras de temas tradicionais da Guiné interpretadas pela cantora Sarah Roston. O figurino, desenvolvido pela Trupe Benkady em parceria com a artista Vera Luz, inspira-se nas vestimentas e costumes da África Ocidental, especialmente da Guiné Conacri.

Além da circulação do espetáculo, o projeto "Trupe Benkady – 15 anos" reúne ações formativas e outras atividades desenvolvidas a partir da investigação contínua da companhia sobre as danças de matriz africana e seus diálogos com a cena contemporânea.

Com direção artística de Flávia Mazal e direção musical de Hiles Moraes, o projeto reafirma o corpo como território de memória, identidade e resistência, fortalecendo narrativas negras por meio da criação artística e da ocupação de equipamentos culturais públicos e territórios periféricos.

O processo de criação de Sons d'Oeste foi desenvolvido de forma coletiva, reunindo artistas, músicos e colaboradores em um trabalho baseado na escuta, na experimentação e na troca de saberes. Ao longo desse percurso, improvisações, vivências e estudos aprofundaram a investigação da companhia sobre a cultura mandingue e ampliaram as possibilidades estéticas de sua trajetória.

 

SERVIÇO

Data: 23/07/2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura Casarão da Vila Guilherme
Endereço: Praça Oscár da Silva, 110 - Vila Guilherme, São Paulo - SP, 02067-070

Data: 29/07/2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura Frequesia do Ó
Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 215 - Freguesia do Ó, São Paulo - SP, 02925-040

Data: 04/08/2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura do Ipiranga - Chico Science
Endereço: Rua Abagiba, 20, Av. Pres. Tancredo Neves, 1265 - Vila Moinho Velho, São Paulo - SP, 04287-100

Data: 05/08/2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura do Butantã
Endereço:Av. Junta Mizumoto, 13 - Jardim Peri Peri, São Paulo - SP, 05537-070 

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