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Onda de calor extremo na Bahia acende alerta para riscos à saúde, orienta médico da Hapvida
Onda de calor extremo na Bahia acende alerta para riscos à saúde, orienta médico da Hapvida
Por Redação
03/02/2026 às 18:30

Com a Bahia enfrentando dias consecutivos de temperaturas elevadas e registros entre as mais altas do país, médicos alertam para os riscos do calor extremo à saúde e reforçam a importância da prevenção. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que municípios do interior baiano, como Ibotirama, Curaçá e Euclides da Cunha, chegaram a ultrapassar os 38 °C durante a última onda de calor, com sensação térmica ainda maior. O cenário aumenta o risco de desidratação, exaustão e falência térmica, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.
Segundo Rafael Catramby, médico clínico da Hapvida, o organismo humano possui mecanismos fisiológicos para manter o equilíbrio da temperatura interna, que varia entre 36,5 °C e 37,5 °C. “Quando somos expostos ao calor, o corpo ativa respostas como sudorese, dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da frequência cardíaca para dissipar o calor. Enquanto esses mecanismos funcionam, o desconforto é tolerável. O problema surge quando a exposição é intensa ou prolongada, ou quando a sensação térmica ultrapassa os 40 °C, momento em que esses sistemas podem falhar e o risco à saúde se torna real”, explica.
Entre os principais sinais de alerta estão dor de cabeça intensa, confusão mental, desorientação, sonolência ou agitação, fraqueza, fadiga, palpitações, queda da pressão arterial, convulsões, dor torácica e sensação de desmaio. Ao perceber esses sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
O impacto do calor extremo é ainda mais significativo em idosos e pessoas com doenças como hipertensão, diabetes, problemas renais e cardíacos. De acordo com o médico, nesses grupos a capacidade de adaptação do organismo é menor. “A reserva funcional é reduzida, e qualquer desequilíbrio pode evoluir mais rapidamente para quadros graves. Por isso, a hidratação frequente, o controle dos horários de medicamentos, a observação de mudanças de comportamento e a redução da exposição ao sol são medidas essenciais”, reforça.
No dia a dia, atitudes simples fazem a diferença, como usar roupas leves, permanecer em ambientes ventilados, ingerir água ao longo de todo o dia — mesmo sem sede —, utilizar protetor solar e evitar atividades físicas intensas entre 10h e 16h. Banhos devem ser em temperatura ambiente, evitando extremos.
O médico também alerta para erros comuns. “Banhos muito gelados provocam vasoconstrição súbita e podem causar choque térmico. Já o consumo de bebidas alcoólicas acelera a desidratação e cria uma falsa sensação de alívio, quando, na verdade, piora o quadro”, orienta.
Ao apresentar sinais como sudorese excessiva, mal-estar persistente, dor de cabeça, confusão mental ou desorientação, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde. Em situações mais graves, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.
“A principal orientação é prudência. Planejar as atividades, respeitar os limites do corpo e proteger os mais vulneráveis são atitudes fundamentais. O calor extremo pode causar danos silenciosos, e informação de qualidade é uma das principais ferramentas de prevenção”, conclui Rafael.
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